quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Comitê para barrar a criminalização dos movimentos sociais

O Estado, os setores conservadores e o capital estão a todo o momento tentando criminalizar os movimentos sociais. Basta observar a situação nos últimos anos no Rio Grande do Sul, a manutenção de Cesare Battisti no cárcere, as perseguições e prisões de militantes do Movimento Passe Livre e tantos outros exemplos. Em função dessas questões que o Pró-Coletivo Anarquista Organizado chamou a organização de um Comitê para barrar a criminalização dos movimentos sociais. A Carta Dezembro de 2009 foi lançada na noite de quinta-feira, até as próximas horas outras organizações políticas, movimentos sociais e entidades de classes estarão assinando. É mais um passo para resistir e barrar a criminalização de todos-as os-as lutadores-as por justiça social.



Faça contato via endereço eletrônico : anarquismo.jlle@gmail.com



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Carta Dezembro de 2009, Joinville-SC


O dia 10 de dezembro de 2009 marcará os 61 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Segundo os Estados, seus governantes e os capitalistas o dia é um marco do respeito a diversidade humana e as liberdades democráticas. A realização da liberdade e da igualdade, ambas tratadas como democráticas, não ocorrem no cotidiano das classes exploradas.


Cotidianamente identificamos a presença das perseguições, ameaças, prisões e mortes dos/as militantes dos movimentos sociais e políticos; ao olharmos ao nosso redor é possível ver o sangue derramado pelos aparelhos policiais e pelas desigualdades sociais mantidas pelo capitalismo.


O dia 10 de dezembro de 2009 é mais um dia de luta por liberdade política, é um dia de dizer um basta:

- a extradição do militante político italiano Cesare Battisti;

- a criminalização dos movimentos sociais, como a morte do militante sem terra Eltom Braum Silva;

- a perseguição a Federação Anarquista Gaúcha;

- as perseguições, ameaças e prisões dos/as militantes do Movimento Passe Livre-Joinville;

- as torturas nos presídios e penitenciarias no Estado de Santa Catarina;

- as ameaças aos militantes do movimento estudantil.


A bandeira de hoje é dos homens e das mulheres vítimas das explorações econômicas, sociais, políticas e culturais. Por isso, hoje estamos presente para informar e difundir a luta contra as criminalizações, perseguições, prisões e mortes em nome do capitalismo e do Estado mantedor dessa ordem de exploração. A lei nº 9.394 prevê que a organização em movimentos sociais faz parte da educação para a democracia. Mas tente se organizar em movimentos sociais e lá estará a força do Estado para lhe reprimir.



Comitê para barrar a criminalização dos movimentos sociais.

O Comitê é composto por movimentos sociais, organizações políticas, entidades de classes e movimentos populares. Os objetivos é criar uma unidade entre os setores das lutas sociais anti-capitalista da cidade, buscando informar, propagandear e luta por plena liberdade de organização e luta política.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Notícias das Lutas

Vigília em solidariedade a Cesare Battisti

Cesare Battisti declarou que a sua salvação está nas mãos dos movimentos sociais. É um diagnóstico correto, mas é também perante uma grande responsabilidade que ele coloca os movimentos sociais.

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Fundação da Federação Anarquista de São Paulo (FASP)

Funcionando como Pró-FASP desde o início de 2008, a organização foi formalmente fundada em um evento ocorrido no último final de semana que reuniu a militância da própria FASP, além de delegados da Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ).

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O MURO CAIU E DEIXOU SUA HERANÇA MALDITA

Na segunda-feira dia 09 de novembro cumprem vinte anos da derrubada, a marretadas, do Muro de Berlim, erguido as pressas em 1961. A atual geração de jovens (entre dezoito e vinte e cinco anos) tem pouca ou nenhuma noção desses significados para a política contemporânea. Afirmo isso baseado em minha própria experiência recente na docência universitária, trabalhando também com especialização e pós-graduação acadêmica.

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A repressão contra a FAG. Yeda acerta no que vê e atinge o que não conseguia

A tarde de 29 de outubro de 2009 marcou a história recente do Rio Grande do Sul. Neste dia, a sede da Federação Anarquista Gaúcha (FAG) foi alvo de uma batida policial civil, que munida de mandado de Justiça (estadual, por suposto), partira em diligência para este endereço. Por Bruno Lima Rocha [*]

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Solidariedade internacional com a Federação Anarquista Gaúcha

Na 5ª feira, 29 de outubro, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (Brasil) sob comando da governadora Yeda Crusius, invadiu a sede da Federação Anarquista do Rio Grande do Sul. A polícia apreendeu vários materiais como cartazes, atas de reunião, o HD de um computador e também o conteúdo de latas de lixo que estavam no local. Ela também tentou intimidar aqueles que demonstraram sua solidariedade e cujos nomes estavam no site da organização. Dois companheiros foram levados à delegacia para depor e estão sendo processados.



Os companheiros da FAG lutam há anos contra a exclusão e a precariedade, defendendo a justiça e condições de vida mais dignas. É muito conhecido seu trabalho com os catadores (coletores de materiais recicláveis), com os sem-teto, os sem-terra. Um trabalho que é realizado há anos com os “de baixo”.



Este é o motivo de a polícia do estado do Rio Grande do Sul estar reprimindo os companheiros da FAG. Um estado imerso em escândalos de corrupção e que adota uma atitude repressora contra coletivos e organizações que exercem livremente a liberdade de expressão para criticar as diferentes políticas antipopulares do governo. Esta é a resposta do governo aos protestos sociais. E a FAG não foi a primeira a ser atacada: devemos recordar do assassinato do camponês sem-terra Eltom Brum e a morte de Marcelo Cavalcante em fevereiro passado.



Condenamos fortemente estes atos de repressão. Denunciamos a incongruência da política governamental brasileira, uma política de direita com discurso de esquerda. Uma política que é regida pelos mesmos parâmetros econômicos que ditam as multinacionais e portanto por suas mesmas táticas militaristas e repressoras.



Não só rechaçamos a repressão governamental, mas também queremos manifestar nossa solidariedade e apoio aos companheiros e companheiras da FAG pelo trabalho que realizam com as pessoas simples de seu povo, um trabalho constante e tenaz, que os poderes governamentais e policiais pretendiam calar por meio do terror, da intimidação, da repressão. Estamos seguros que não vão conseguir.



È importante demonstrarmos nosso apoio e solidariedade. Por este motivo, apelamos a todos coletivos e organizações anarquistas, libertários ou de base para protestarem contra este ataque.




30 de Outubro 2009

Federazione dei Comunisti Anarchici (Itália)
Zabalaza Anarchist Communist Front (África do Sul)
Alternative Libertaire (França)
Melbourne Anarchist Communist Group (Austrália)
Workers Solidarity Movement (Irlanda)
Federação Anarquista do Rio de Janeiro (Brasil)
Pró-Federação Anarquista de São Paulo (Brasil)
Red Libertaria Popular Mateo Kramer (Colômbia)
Federación Anarquista Uruguaya (Uruguai)
Workers Solidarity Alliance (E.U.A.)
Organização Resistência Libertária (Brasil)
Unión Socialista Libertaria (Perú)
Organización Revolucionaria Anarquista "Voz Negra" (Chile)
Pró-Coletivo Anarquista Organizado de Joinville (Brasil)
Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares (Brasil)
Estrategia Libertaria (Chile)
Vermelho e Negro (Brasil)
Rusga Libertária (Brasil)
Coletivo Anarquista Luta de Classes (Brasil)

* Este texto foi baseado na moção de apoio enviada pela CGT da Espanha.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

CARTA DE APOIO A FEDERAÇÃO ANARQUISTA GAÚCHA

Mais uma vez o estado mostra sua real face. Dessa vez contra nossos vizinhos Gaúchos da Federação Anarquista Gaúcha, que nesta quinta-feira, dia 29/10/2009, tiveram sua sede invadida, diversos materiais apreendidos e diversos militantes agora estão tendo que depor.


Tal invasão foi reação à campanha contra a governadora Yeda Crusius, promovida pela esquerda Gaúcha, acusada de corrupção, acentuada após a morte do sem-terra Eltom Brum, pela policia militar.



Nós do Pró-Coletivo Anarquista Organizado de Joinville – SC repudiamos a postura do Governo Gaúcho, que muito nos faz lembrar o governo de Vargas quando eram fechados os Sindicatos Anarquistas e os duros anos de chumbo da Ditadura Militar, lembrando apenas de alguns momentos de nossa história política.



Porém não ficamos surpresos, pois como anarquistas entendemos que essa é real função do aparelho do estado.


Prestamos aqui nossa solidariedade a FAG e todos seus militantes.

Outubro de 2009

Pró – Coletivo Anarquista Organizado de Joinville

anarquismo.jlle@gmail.com

http://pro-cao.blogspot.com/

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

CARTA DE APOIO AOS PROFESSORES DE LUTA DO ESTADO DE RORAIMA E A FAMÍLIA DE CHRYSTIAN PAIVA

A violência como prática repressiva é utilizada pelo Estado, pela a iniciativa privada e qualquer outra força que deseja manter a atual ordem econômica, política, cultural e social. Exemplos em nossa história presente ainda circulam em nossas memórias de militantes sociais e políticos. A triste notícia da vez saiu de Boa Vista, Roraima.

Chrystian Paiva, professor, anarquista e militante social, no dia 18 de Outubro de 2009, foi encontrando morto, segundo as autoridades policiais, a razão da morte foi suicídio.


O nosso entendimento, amparado no envolvimento da militância sindical do Chrystian Paiva, a falta das mínimas condições de realização dos direitos humanos, acompanhados dos relatos da companheira de Chrystian deixa claro que foi um crime político.


No presente momento, o Pró – Coletivo Anarquista Organizado de Joinville envia para todos os/as familiares e companheiros de luta de Chrystian Paiva a nossa total solidariedade e deixamos claro, que todo o suor, o sangue e as vidas perdidas na trajetória de destruição do Estado e do Capitalismo não serão em vão. Chrystian Paiva, PRESENTE!!!


Outubro de 2009

Pró – Coletivo Anarquista Organizado de Joinville

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Notícias das Lutas

Bahia: Solidariedade ao MTD, que ocupa prédio do INCRA

Em ato político realizado no dia 19 de outubro, em frente à sede do INCRA (Salvador/BA), militantes do MTD foram agredidos por servidores e decidiram realizar o seu II Encontro Estadual ali mesmo, permanecendo no local até que o órgão garanta os direitos do Movimento.

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Morreu um anarquista, ou…

Não dá para acreditar na versão da polícia e da imprensa. Temos plena convicção de que eles próprios atiraram nele. Não acreditamos que o professor Chrystian Paiva tenha cometido suicídio.

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Militantes do MPL protestam contra aumento nas tarifas e pela tarifa zero dentro da Secretaria de Transportes

Militantes do Movimento Passe Livre (MPL) de São Paulo se acorrentaram dentro da Secretaria de Transportes, na manhã desta segunda-feira.

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Juventude Agroecológica

O mais novo vídeo da Bucaneiro Produções vem dar visibilidade ao importante projeto Campo-Campus, desenvolvido com jovens oriundos de famílias agricultoras de 5 regiões do Rio de Janeiro.

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

CARTA DE APOIO A CAMPANHA OUTUBRO NAS RUAS


CARTA DE APOIO A CAMPANHA OUTUBRO NAS RUAS

O Pró – Coletivo Anarquista Organizado há poucos meses se formou em Joinville. Um dos objetivos da organização é congregar militantes sociais cuja visão política esteja de acordo com o anarquismo, onde se luta lado a lado com os movimentos sociais e as lutas populares, não querendo tomar a frente como é corriqueiro nas relações das organizações políticas e os movimentos sociais e demais organizações populares na cidade de Joinville.

O Movimento Passe Livre de Joinville é um exemplo real da possibilidade das organizações políticas estarem lado a lado dos movimentos, uma antítese para as visões autoritárias dos auto-declarados dirigentes, vanguardistas e a frente das massas.

Por isso, no mês de outubro de 2009, onde o Movimento Passe Livre de Joinville lança a campanha Outubro nas ruas, buscando discutir o tema do transporte coletivo em diferentes linguagens e campos de ações o Pró-CAO declara apoio a campanha iniciada e disposição para contribuir nas atividades.

Pró – Coletivo Anarquista Organizado de Joinville
anarquismo.jlle@gmail.com
http://pro-cao.blogspot.com/
Outubro de 2009

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

CARTA DE APRESENTAÇÃO DO PRÓ-COLETIVO ANARQUISTA ORGANIZADO DE JOINVILLE.

“...a verdadeira anarquia não pode existir fora da solidariedade, fora do socialismo.”

Errico Malatesta

“A idéia e ação são inseparáveis, se a idéia tem ascendência sobre o indivíduo; e, sem ação, a própria idéia atrofia-se”

Piotr Kropotkin

“Há ocasiões em que é melhor lutar e apanhar do que fugir à luta.”

George Orwell

“A igualdade perante a lei é uma farsa, queremos a igualdade social. Queremos oportunidade para todos, não para acumular milhões, senão para fazer uma vida perfeitamente humana, sem inquietudes, sem sobre-saltos pelo futuro” Ricardo Flores Magón



O presente documento é a primeira produção publica do “Pró-CAO” (Pró – Coletivo Anarquista Organizado) de Joinville, Santa Catarina, no qual buscaremos apresentar o nosso projeto de construção de uma organização política anarquista com programa ideologicamente revolucionário.


Nos inserimos na realidade da crise global do sistema capitalista, em que os argumentos que abordam essa realidade não apontam à estrutura do sistema, e os Estados são os mecanismos para regulamentar a manutenção da ordem econômica e as supostas saídas da crise, enquanto a classe trabalhadora empregada e desempregada paga com mais exploração e sofrimento.


Pensamos a estrutura global vinculada com a realidade de Joinville, onde os reflexos são percebidos nas fábricas, com aumento do desemprego, enquanto os sindicatos não sabem, ou não querem saber como resistir às demissões, e assim acabam assumindo os discursos empresariais ou jogando a responsabilidade da apatia à classe trabalhadora.


A faixa-etária mais jovem da população, a cada dia mais longe da realidade de um futuro, tem seus sonhos direcionados ao consumo, muitas vezes de produtos nocivos a si mesmos, enquanto que as políticas públicas municipais, estaduais e federais para resolver tais problemas são unicamente tapa buracos e não um olhar profundo e radical para solucioná-los. Podemos perceber a incapacidade do Estado de lidar com tais problemas através das medidas que dificultam a livre circulação da juventude, bem como de toda a população não-rica, por meio dos aumentos das tarifas do transporte coletivo, a manutenção do transporte na perspectiva privada e a possível proibição dos jovens menores de dezoito anos de circularem nas ruas centrais depois de determinado horário. Na verdade, nessas situações percebemos a real função do Estado, de opressor e cão de guarda dos detentores do capital.


Por estes e muitos outros motivos, pensamos que o atual modelo de democracia representativa, onde os “eleitos do povo” aumentam os próprios salários e suas próprias regalias a seu bel prazer nunca foi, não é e nunca será capaz de agir em prol das camadas economicamente mais baixas da população, entendendo que o baixo poder econômico carrega o sujeito ao baixo poder político de acordo com a atual lógica representativa, além é claro de várias outras prerrogativas discriminatórias que levam a perda, ou redução do fazer política, como o fato de ser mulher, étnico, usuário de droga, e de orientações sexuais diversas.


Propomos o Coletivo Anarquismo Organizado como uma alternativa de “fazer política” sem estar necessariamente ligados à partidos políticos institucionalizados, que acreditam que política é feita apenas ou majoritariamente no parlamento. Negando esta perspectiva, afirmamos que a verdadeira política é aquela que emana diretamente do povo.


O descontentamento com a realidade social, com a perpetuação do Estado, do sistema capitalista e reconhecendo impossibilidade do domínio autoritário e explorador de pessoas por pessoas, nos traz a necessidade de caminharmos rumo a uma organização anarquista, visando desenvolver coletivamente um programa político anarquista revolucionário para a realidade do lugar que vivemos e somos explorados. Ao mesmo tempo, buscamos uma aproximação com outras organizações que tenham perspectivas e finalidades convergentes com as nossas no território brasileiro e também no restante do globo, tentando estabelecer uma troca efetiva das experiências nas lutas de classes para superação do capitalismo e do Estado, incentivando a organização popular, pois somente assim poderemos superá-los.


A nossa visão é de um anarquismo organizado politicamente e na militância social, inserido até a medula nos movimentos sociais, organizações populares, movimento estudantil e nas entidades, sempre buscando construir lado a lado, jamais dirigindo como habitualmente a esquerda tradicional e institucionalizada realiza nas lutas sociais, ou tendo qualquer atitude vanguardista, como desejam certos teóricos.


Amparados na visão, que reconhecemos, ainda terá de ser aprofundada, entendendo que a humanidade não se corrompeu apenas na sua direção econômica, logo a luta não deve se prender apenas à ela, como se fosse uma resolução binária encerrar o conflito patrão/empregado, pretendemos a construção do anarquismo vinculado ao: socialismo, a luta de classes além da classe econômica, federalismo, liberdade, organização, autogestão e anti-estatismo.


Buscando sempre a construção coletiva com os demais anarquistas cuja convicção seja de acordo com o ponta pé inicial discorrido na corrente carta de apresentação, entendemos que para construção de uma organização que mantenha essas propostas é necessário tempo, trabalho e experiência, acreditamos ser muito importante aliar teoria e prática com a realidade social e política de nossa cidade. Esse é o objetivo do Pro-CAO, ser a alicerce de uma futura organização comprometida com o Socialismo Libertário.


Pró – Coletivo Anarquista Organizado de Joinville

anarquismo.jlle@gmail.com