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sábado, 20 de novembro de 2010

Comunicado pelo 15 anos da FAG


O Pró - Coletivo Anarquista Organizado, de Joinville, escreve o presente comunicado na inteção de saudar os 15 anos de existência da Federação Anarquista Gaúcha.

Os anos de luta e organização anarquista no Rio Grande do Sul serve de inspiração em nossas tentativas de realizações em torno do anarquismo de luta lado a lado dos movimentos sociais.

Reforçamos o desejo de maior aproximação e compartilhamos vivências nas barricadas de superação do Capitalismo e do Estado.

Como dizem os faguistas: Não está morto quem peleia!!!


21 de Novembro de 2010

Joinville-SC

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Solidariedade ao povo em luta de Florianópolis

O Pró-CAO está em solidariedade com o povo em luta contra o aumento da tarifa no transporte coletivo de Florianópolis.


Nota de Apoio a Luta Contra o Aumento na Passagem em Florianópolis


A luta para barrar o modelo privado de transporte coletivo está em diferentes cidades brasileiras, especificamente pelo entendimento de que não é possível condicionar o direito de ir e vir à lógica de mercado, quando grupos empresariais e familiares determinam o funcionamento da cidade.


Joinville está inserida no contexto apresentado, aproximando a nossa realidade com Florianópolis. Quando nos colocamos nas ruas para lutar pacificamente, a polícia exerce o papel de repressão e criminalização, o que mais uma vez está ocorrendo, mas em contornos gravíssimos e arbitrários.


Chegamos à conclusão quando nas últimas três semanas de luta contra o aumento na tarifa do transporte coletivo da capital catarinense, a polícia executou a prisão de 25 manifestantes, já liberados, quando dois destes tiveram que pagar R$ 800,00 de fiança, e a utilização de cassetetes de maneira violenta e do equipamento de choque identificado por Taser, o que lembra um moderno pau-de-arara portátil.


Levando todo o contexto apresentado, nós, da Frente de Luta pelo Transporte Público de Joinville, solicitamos ao Ministério Público de Santa Catarina, ao Governo do Estado de Santa Catarina, ao comando da Polícia Militar de Santa Catarina, Assembleia Legislativa do Estado e, principalmente, a todas as pessoas do Estado de Santa Catarina, que reproduzem notas de repúdio e debates em todos os espaços possíveis a postura adotada pela Polícia Militar de Santa Catarina.


Toda solidariedade ao povo de Floripa!

Contra a repressão policial e empresarial!

Pelo fim da exploração privada no direito de ir e vir!

FRENTE DE LUTA PELO TRANSPORTE PÚBLICO.

Joinville, 02 de junho de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Carta aberta sobre o aumento da tarifa de ônibus

No dia 8 de março de 2010, antes de Joinville completar oficialmente mais um ano de existência, um presente às avessas foi dado à população, quando foi anunciado um novo aumento na tarifa de transporte coletivo, que deixaria de custar R$ 2,30 para custar R$ 2,65 (vale lembrar que é tática costumeira das empresas pedirem um valor acima do desejado, para fingirem que cederam pelo bem da população). Poderia parecer uma fala semelhante aos anúncios de aumentos anteriores. Porém, desta vez, existem alguns agravantes políticos:


1 – A atual concessão do serviço de transporte coletivo é ilegal. Fato admitido inclusive pelo atual prefeito quanto entrou com um processo em 1995 (então deputado estadual) contra o prefeito Wittch Freitag e seus antecessores, por conta da não existência de processo licitatório para o serviço.


2 – No início do ano passado, em reunião com a Frente de Luta Pelo Transporte Público, formada por diversas representações políticas, o prefeito Carlito Merss se comprometeu a não conceder o aumento imediato às empresas Gidion e Transtusa, até que fosse feito um estudo das planilhas de custo. Tal compromisso foi quebrado descaradamente dias depois, com a concessão do aumento. O mesmo compromisso foi firmado este ano: esperemos para ver se o prefeito quebrará duas vezes a mesma palavra, contudo, ao contrário do ditado popular, não esperemos sentados, pois fica mais difícil levantar depois de concedido o aumento.


3 – Após diversas manifestações populares que culminaram na ocupação da Câmara de Vereadores de Joinville, mais um acordo foi firmado entre a população e o poder público: da abertura dos canais de discussão sobre a questão do transporte coletivo. Porém, durante a realização da Conferência das Cidades, que elencaria pessoas para discutir certos assuntos entre eles o do transporte, o Movimento Passe Livre, bem como outros movimentos sociais, foi barrado através de legalismos excludentes, como a exigência de CNPJ para participar.


A eleição do prefeito Carlito Merss despertou esperanças em muitas pessoas que acreditavam na mudança das relações entre poder público e população. Podemos perceber que a mudança aconteceu, mas de forma demagógica e exclusivamente discursiva, visto que até agora nenhuma das reivindicações populares foram atendidas.


Assim, acreditamos que chegou o momento de radicalizar a luta em prol da transformação do transporte coletivo. Todas as aparentes vitórias que foram alcançadas durante o último ano, vieram através da mobilização das pessoas. Infelizmente, caímos no erro de acreditar na palavra do poder público diversas vezes, o que culminou na desmobilização da população, mas por outro lado, reforçou nossa convicção de que a mudança terá de partir de nós mesmos, pressionando o poder público até o mesmo atender a vontade popular. Se a vontade popular não é atendida, o poder público deixa de existir para se tornar um poder privado mascarado. Derrubemos a máscara então. Abaixo a exploração privada do transporte! Viva o poder popular! Viva a anarquia!


08 de abril de 2010

Pró-Coletivo Anarquista Organizado

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Solidariedade internacional com a Federação Anarquista Gaúcha

Na 5ª feira, 29 de outubro, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (Brasil) sob comando da governadora Yeda Crusius, invadiu a sede da Federação Anarquista do Rio Grande do Sul. A polícia apreendeu vários materiais como cartazes, atas de reunião, o HD de um computador e também o conteúdo de latas de lixo que estavam no local. Ela também tentou intimidar aqueles que demonstraram sua solidariedade e cujos nomes estavam no site da organização. Dois companheiros foram levados à delegacia para depor e estão sendo processados.



Os companheiros da FAG lutam há anos contra a exclusão e a precariedade, defendendo a justiça e condições de vida mais dignas. É muito conhecido seu trabalho com os catadores (coletores de materiais recicláveis), com os sem-teto, os sem-terra. Um trabalho que é realizado há anos com os “de baixo”.



Este é o motivo de a polícia do estado do Rio Grande do Sul estar reprimindo os companheiros da FAG. Um estado imerso em escândalos de corrupção e que adota uma atitude repressora contra coletivos e organizações que exercem livremente a liberdade de expressão para criticar as diferentes políticas antipopulares do governo. Esta é a resposta do governo aos protestos sociais. E a FAG não foi a primeira a ser atacada: devemos recordar do assassinato do camponês sem-terra Eltom Brum e a morte de Marcelo Cavalcante em fevereiro passado.



Condenamos fortemente estes atos de repressão. Denunciamos a incongruência da política governamental brasileira, uma política de direita com discurso de esquerda. Uma política que é regida pelos mesmos parâmetros econômicos que ditam as multinacionais e portanto por suas mesmas táticas militaristas e repressoras.



Não só rechaçamos a repressão governamental, mas também queremos manifestar nossa solidariedade e apoio aos companheiros e companheiras da FAG pelo trabalho que realizam com as pessoas simples de seu povo, um trabalho constante e tenaz, que os poderes governamentais e policiais pretendiam calar por meio do terror, da intimidação, da repressão. Estamos seguros que não vão conseguir.



È importante demonstrarmos nosso apoio e solidariedade. Por este motivo, apelamos a todos coletivos e organizações anarquistas, libertários ou de base para protestarem contra este ataque.




30 de Outubro 2009

Federazione dei Comunisti Anarchici (Itália)
Zabalaza Anarchist Communist Front (África do Sul)
Alternative Libertaire (França)
Melbourne Anarchist Communist Group (Austrália)
Workers Solidarity Movement (Irlanda)
Federação Anarquista do Rio de Janeiro (Brasil)
Pró-Federação Anarquista de São Paulo (Brasil)
Red Libertaria Popular Mateo Kramer (Colômbia)
Federación Anarquista Uruguaya (Uruguai)
Workers Solidarity Alliance (E.U.A.)
Organização Resistência Libertária (Brasil)
Unión Socialista Libertaria (Perú)
Organización Revolucionaria Anarquista "Voz Negra" (Chile)
Pró-Coletivo Anarquista Organizado de Joinville (Brasil)
Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares (Brasil)
Estrategia Libertaria (Chile)
Vermelho e Negro (Brasil)
Rusga Libertária (Brasil)
Coletivo Anarquista Luta de Classes (Brasil)

* Este texto foi baseado na moção de apoio enviada pela CGT da Espanha.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

CARTA DE APOIO A FEDERAÇÃO ANARQUISTA GAÚCHA

Mais uma vez o estado mostra sua real face. Dessa vez contra nossos vizinhos Gaúchos da Federação Anarquista Gaúcha, que nesta quinta-feira, dia 29/10/2009, tiveram sua sede invadida, diversos materiais apreendidos e diversos militantes agora estão tendo que depor.


Tal invasão foi reação à campanha contra a governadora Yeda Crusius, promovida pela esquerda Gaúcha, acusada de corrupção, acentuada após a morte do sem-terra Eltom Brum, pela policia militar.



Nós do Pró-Coletivo Anarquista Organizado de Joinville – SC repudiamos a postura do Governo Gaúcho, que muito nos faz lembrar o governo de Vargas quando eram fechados os Sindicatos Anarquistas e os duros anos de chumbo da Ditadura Militar, lembrando apenas de alguns momentos de nossa história política.



Porém não ficamos surpresos, pois como anarquistas entendemos que essa é real função do aparelho do estado.


Prestamos aqui nossa solidariedade a FAG e todos seus militantes.

Outubro de 2009

Pró – Coletivo Anarquista Organizado de Joinville

anarquismo.jlle@gmail.com

http://pro-cao.blogspot.com/

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

CARTA DE APOIO AOS PROFESSORES DE LUTA DO ESTADO DE RORAIMA E A FAMÍLIA DE CHRYSTIAN PAIVA

A violência como prática repressiva é utilizada pelo Estado, pela a iniciativa privada e qualquer outra força que deseja manter a atual ordem econômica, política, cultural e social. Exemplos em nossa história presente ainda circulam em nossas memórias de militantes sociais e políticos. A triste notícia da vez saiu de Boa Vista, Roraima.

Chrystian Paiva, professor, anarquista e militante social, no dia 18 de Outubro de 2009, foi encontrando morto, segundo as autoridades policiais, a razão da morte foi suicídio.


O nosso entendimento, amparado no envolvimento da militância sindical do Chrystian Paiva, a falta das mínimas condições de realização dos direitos humanos, acompanhados dos relatos da companheira de Chrystian deixa claro que foi um crime político.


No presente momento, o Pró – Coletivo Anarquista Organizado de Joinville envia para todos os/as familiares e companheiros de luta de Chrystian Paiva a nossa total solidariedade e deixamos claro, que todo o suor, o sangue e as vidas perdidas na trajetória de destruição do Estado e do Capitalismo não serão em vão. Chrystian Paiva, PRESENTE!!!


Outubro de 2009

Pró – Coletivo Anarquista Organizado de Joinville

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

CARTA DE APOIO A CAMPANHA OUTUBRO NAS RUAS


CARTA DE APOIO A CAMPANHA OUTUBRO NAS RUAS

O Pró – Coletivo Anarquista Organizado há poucos meses se formou em Joinville. Um dos objetivos da organização é congregar militantes sociais cuja visão política esteja de acordo com o anarquismo, onde se luta lado a lado com os movimentos sociais e as lutas populares, não querendo tomar a frente como é corriqueiro nas relações das organizações políticas e os movimentos sociais e demais organizações populares na cidade de Joinville.

O Movimento Passe Livre de Joinville é um exemplo real da possibilidade das organizações políticas estarem lado a lado dos movimentos, uma antítese para as visões autoritárias dos auto-declarados dirigentes, vanguardistas e a frente das massas.

Por isso, no mês de outubro de 2009, onde o Movimento Passe Livre de Joinville lança a campanha Outubro nas ruas, buscando discutir o tema do transporte coletivo em diferentes linguagens e campos de ações o Pró-CAO declara apoio a campanha iniciada e disposição para contribuir nas atividades.

Pró – Coletivo Anarquista Organizado de Joinville
anarquismo.jlle@gmail.com
http://pro-cao.blogspot.com/
Outubro de 2009